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Casos de hantavírus no Paraná são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê

Saúde confirma dois casos de hantavírus em Ponta Grossa e Pérola D'Oeste Os dois casos de hantavírus do Paraná foram confirmados em fevereiro e maio, mas s...

Casos de hantavírus no Paraná são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê
Casos de hantavírus no Paraná são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê (Foto: Reprodução)

Saúde confirma dois casos de hantavírus em Ponta Grossa e Pérola D'Oeste Os dois casos de hantavírus do Paraná foram confirmados em fevereiro e maio, mas só foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) neste mês de maio. O órgão justificou que o alerta relacionado à contaminação só surgiu após a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgar, recentemente, casos e mortes registrados a bordo de um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Segundo a secretaria, a contaminação dos pacientes paranaenses não tem nenhuma relação com os casos confirmados no cruzeiro. Todos são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres. Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp Em 2025, o Paraná já havia registrado um caso do vírus - em Cruz Machado, na região sul. Em 2026, em fevereiro houve a confirmação de uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa (região dos Campos Gerais) e em de abril a de um homem de 34 anos, morador de Pérola d'Oeste (na fronteira com a Argentina). No estado, ainda há outros 11 casos em investigação e 21 descartados. A Sesa afirma que a doença está sob controle no Paraná e que a rede pública de saúde monitora continuamente os casos suspeitos. A Sesa também lembra que o hantavírus não é uma doença nova. Trata-se de uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva dos animais. Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, paióis, silos e cabanas, aumentam o risco de exposição, segundo a OMS. Leia também: Previsão do tempo: Paraná recebe alerta de tempestades e geadas; veja onde Veja vídeo: Moto 'anda sozinha' após piloto se envolver em acidente Pinhão engorda? Veja tabela nutricional e como encaixar a semente na dieta Para as pesquisas laboratoriais, Sesa conta com o apoio de laboratórios da Fiocruz Sesa Caso em cidade próxima da fronteira com a Argentina No caso de Pérola d'Oeste, o município fica próximo à fronteira com a Argentina, país que enfrenta aumento expressivo de registros da doença. Segundo o Ministério da Saúde argentino, foram confirmadas 101 infecções por hantavírus desde junho de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. As informações sobre o paciente do município não foram divulgadas. No caso de Ponta Grossa, a situação está sob investigação pela Secretaria Municipal de Saúde. O município informou que o paciente foi contaminado em outra cidade, sem informar qual. Casos de hantavírus no Paraná são de fevereiro e abril Adobe Stock Quais são os sintomas Na fase inicial da doença, segundo a OMS, os sintomas costumam se parecer com os de uma gripe forte. Entre os principais sinais estão: Febre; Dores no corpo; Dor de cabeça; Mal-estar; Sintomas gastrointestinais. Nos quadros mais graves, o paciente pode apresentar: Falta de ar; Tosse seca; Queda de pressão; Insuficiência respiratória. A infectologista Gabriela Gehring explica que nem todos os pacientes desenvolvem formas graves da doença. “Assim como outros vírus, nem todos os casos evoluem para formas graves. Algumas pessoas apresentam sintomas inespecíficos, enquanto outras podem desenvolver insuficiência respiratória”, afirmou. Os hantavírus que causam a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) são transmitidos pelas fezes de roedores BSIP/UIG Via Getty Images Não existe tratamento específico Segundo a Sesa, não há um medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é feito com suporte médico e acompanhamento hospitalar. Por isso, a orientação é procurar atendimento imediatamente ao perceber os primeiros sintomas, principalmente após contato com ambientes onde possa haver presença de roedores. Como prevenir a doença As autoridades de saúde orientam a população a evitar contato com roedores silvestres e reforçam medidas simples de prevenção: Manter terrenos limpos; Armazenar alimentos em recipientes fechados; Retirar entulhos próximos às residências; Usar luvas e calçados fechados em limpezas; Evitar varrer locais fechados e empoeirados. A recomendação da Sesa é fazer limpeza úmida em galpões, silos e paióis, para impedir que partículas contaminadas fiquem suspensas no ar. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná.